ESCREVI

SET/18 - A MULHER E SEU DIREITO A UM DIA DE DESCANSO
Eu não sei bem em que, exatamente, a mulher moderna obteve ganhos em seus direitos sociais nas últimas décadas. A queima de sutiãs em praça pública parece-me só ter contribuído ainda mais para que ela seja violentamente, oprimida e explorada todos os dias, principalmente, no Brasil.
Se antes, a mulher era oprimida no lar por conceitos e tradições extremamente machistas e, na sociedade, ela era impedida de exercer sua cidadania básica, como o direito ao voto, hoje ela parece ser apenas uma “peça” da sinistra engrenagem capitalista que existe para privilegiar apenas uns poucos poderosos.
Impulsionada pela “obrigação” de contribuir com as despesas do lar, a grande maioria das mulheres de hoje, diariamente, vive uma rotina estressante de trabalho. Muitas são mal remuneradas e trabalham em até três turnos: manhã, tarde e, a noite em casa; quando já cansadas, são ainda obrigadas a cuidar do lar, dos filhos e até do marido.
Em minha Fanpage www.facebook.com/edvaldoranzani (conheça e curta) já escrevi algo sobre esse descaso da sociedade em relação às mulheres. Sem ganhar o suficiente para, por exemplo, contratar uma diarista para fazer uma faxina, ainda que seja uma vez por mês, nossas mulheres lotam o transporte público todos os dias, indo e vindo de seus trabalhos. Em seus rostos e em seus olhares, ao fim da tarde, nitidamente vemos traduzida a dor e a angustia de quem busca, sem sucesso, dignidade e reconhecimento.
O pior é que ainda existem políticos que defendem essa situação de baixa remuneração e, de braços cruzados, mandato após mandato, nada fazem na prática para mudar questões que ainda continuam prejudicando as mulheres.
Para não parecer apenas crítico, deixo uma sugestão viável. Deveríamos todos juntos (mulheres e homens) buscar a diminuição da taxa de impostos que incide sobre produtos que são exclusivamente de uso feminino. 
Usando o exemplo do que inúmeras vezes foi feito pelo próprio governo, para socorrer empresas multinacionais (montadoras de veículos por exemplo), a diminuição desses impostos na prática poderia gerar mensalmente uma economia financeira capaz de viabilizar, quem sabe, um dia de descanso para nossas mulheres. Para essa mulher, tão “sofridamente” brasileira.

Edvaldo Ranzani
 
SET/18 - A VERDADE SOBRE O DR. BUM BUM
Definitivamente não é fácil ser mulher no Brasil nos dias de hoje. Além de ser diariamente submetida ao descaso por parte de nossas autoridades, que nada se empenham em garantir seus direitos básicos, a mulher ainda enfrenta, há anos, um complô social que a submete a um rigoroso padrão de beleza estética. Sem seu consentimento ou aprovação, a “cultura do bumbum”, entre outras, se institucionalizou por aqui e, por incrível que pareça, consciente e inconscientemente, tem sido defendida com unhas e dentes por milhões de pessoas no Brasil, tanto por homens e quanto pelas próprias mulheres.
De forma alguma eu quero desmerecer a medicina estética. Muito ao contrário. Quando desempenhada por um profissional qualificado e de forma consciente, ela é extremamente importante para melhorar a qualidade de vida de muita gente.
Mas aqui, a reflexão é outra. Se nos aprofundarmos mais sobre o assunto, vendo-o de forma mais responsável e amorosa, vamos perceber que o que de fato tem levado mulheres a se submeterem a procedimentos estéticos arriscados, é muito mais uma questão cultural do que realmente uma decisão consciente. Prova disso é o impulso que as movem na escolha do profissional de estética, quase sempre baseado em informações rasas, como no preço (que deve caber imediatamente em seu bolso) e na popularidade do suposto profissional (que deve ser famoso).
A verdade sobre o Dr. Bumbum (e que fique bem claro, que essa é a minha verdade e que não tem nenhuma pretensão de ser absoluta) é que ele é apenas um reflexo. Um resultado óbvio de uma quase histeria coletiva feminina, que tem levado milhares de mulheres a desesperadamente tentarem se encaixar em um padrão de beleza duramente imposto pela sociedade.
O que acontece é que ao aprovarmos e cultuarmos, como sociedade, um padrão estético de beleza específico, estamos sistematicamente impondo às nossas mulheres um sofrimento sem medida. Todos os dias elas são desafiadas por jornais, revistas, outdoors, programas de televisão e internet entre outros, que insistem em padronizar a figura feminina como um ser necessariamente magro, de pele perfeita e bumbum avantajado. Uma figura, que diga-se de passagem, não representa em nada a maioria das brasileiras. Nossas mulheres estão sendo massacradas pela mídia, pela publicidade e até mesmo por parte do jornalismo. Recentemente li uma manchete, em um site muito conhecido que dizia: “Autoestima! (fulana) posta foto com bumbum empinado e surpreende”. Não há exemplo mais tácito do que esse, que claramente distorce valores e demonstra a gravidade do problema.
Precisamos urgentemente promover e aprofundar um debate em nossa sociedade sobre esse assunto. Nossas mulheres precisam ser despertadas para o real significado da palavra autoestima, que deve ter mais a ver com a forma como ela se vê, do que como ela é vista. Esse é um grande desafio que precisamos enfrentar. O incrível universo feminino, como um todo que é, precisa ser respeitado, valorizado e amado por toda a sociedade que, infelizmente, ainda tem muito para avançar nesse assunto.
O trabalho feminino move o Brasil hoje. Basta olhar com mais atenção, por exemplo, a quantidade de mulheres em um transporte público lotado ao final do expediente. Ai sim está um retrato fiel da nossa mulher, cujo conteúdo produtivo está em todas as áreas da sociedade e vai muito além de seu bumbum. Em cada olhar feminino há um clamor por mais respeito, reconhecimento e políticas públicas em seu favor, o que de fato, poderá contribuir para a elevação da autoestima feminina.
A mulher só será protagonista de seu destino quando buscar conhecimento e se libertar da necessidade da aceitação de terceiros.
Enquanto isso não acontece, nós homens podemos fazer a diferença com uma simples atitude: devemos exercitar constantemente o elogio às nossas mulheres e companheiras, para que elas se sintam desejadas e amadas muito além e independentemente da quantidade de silicone ou, de qualquer Dr. Bumbum.

Edvaldo Ranzani
 
JUN/18 - SOBRE O TAL VÍDEO DA COPA...
A Mulher do ponto de vista do Homem com “H”
Para começar será difícil falar ou escrever pouco sobre esse assunto. Afinal, na mesma proporção que o vídeo se alastra pelas redes sociais mundo afora, se multiplicam as discussões sobre o que de fato está em questão e o grau de sua importância.
Resumindo, desde o início: sim, o fato é grave e sim, é muito importante. Já se foi o tempo que o termo Homem com “H” era sinônimo de honra, honestidade, habilidade, humanidade etc. Hoje, o tal Homem com “H”, muito bem representado na Rússia pelos nossos compatriotas, sem dúvida é a síntese de umas tantas outras palavras como: horrível, horrendo, hipócrita, hostil e por ai vai... Ah! Importante: a palavra idiota, por força da lei (lei da impunidade) em breve também passará a ser escrita com “h”.
Nós brasileiros somos, como povo, realmente dignos de pesquisa e estudos científicos. Há décadas tratamos a mulher, socioculturalmente, como um ser inferior e, quase sempre, como mero objeto de prazer. E, de repente, ficamos surpresos e indignados pelo comportamento dos nossos “irmãos” brasileiros na Copa do Mundo? Se toleramos, consumimos, apoiamos e até incentivamos a produção de conteúdos audiovisuais que ridicularizam a figura feminina no Brasil, por que o espanto agora?
Charles Chaplin, por meio de um de seus personagens, disse um dia: “os números santificam”. Enquanto milhões de brasileiros, homens e mulheres, ouvem e compram música funk que denigre a mulher, escolhem a marca de cerveja pelo tamanho do biquíni da modelo que faz a propaganda e são conhecidos no mundo inteiro como um povo alegre e hospitaleiro, os meia dúzia de infelizes do vídeo agora são execrados, excomungados, julgados e sumariamente condenados, como se eles não fossem parte do todo que somos.
Nosso problema é bem maior. A falta do reconhecimento e da valorização da mulher no Brasil é tão grande que, se enumeradas, não haveria espaço físico para escrevermos tudo. Do assédio sofrido, diariamente, por centenas de mulheres que dependem do transporte público, passando pela impunidade diante das ameaças e terminando pela precariedade do atendimento à saúde. O atual “respeito” à mulher é, no mínimo, uma mentira deslavada que insistentemente tenta convencer uma sociedade inteira a acreditar que nossos governantes têm feito muito. Progredimos, é verdade, mas nem tanto quanto pensamos. O assédio praticado por indivíduos miseráveis (na alma), a ameaça praticada por “apaixonados” (por si só) e a precariedade da saúde pública, nos leva a acreditar que a culpa é toda do governo. Com certeza, se houvesse mais investimento em mamógrafos do que em estádios de futebol, a mulher estaria de fato sendo mais respeitada e amada neste país. Contudo, a culpa não é só do governo, mas de toda a sociedade.
Ainda remuneramos mal as mulheres, ainda somos uma sociedade machista e deselegante (visivelmente, já é uma raridade alguém se levantar e dar seu lugar a uma mulher em um evento qualquer ou em um ônibus lotado). Somos culpados também ao impormos, por meio da mídia e de forma absurdamente insistente, padrões de beleza inatingíveis, escravizamos as mulheres a viver um mundo de consumo desenfreado e de constante busca pela juventude eterna, esse o maior dos erros.
Enfim, o tal vídeo expõe de forma desastrosa a face do machismo que ainda impera em nosso país e aponta a necessidade de refletirmos sobre o assunto e sobre a necessidade de o enfrentarmos desde suas mais profundas raízes.
Se alguém ainda tem dúvida se o que aconteceu é grave basta, corajosamente e mentalmente, imaginar a própria mãe, irmã, esposa ou filha no lugar da jovem russa.
Diante de tudo, seria bom que os envolvidos se desculpassem pelo feito e quem sabe, caso esse este texto chegue até nossa seleção canarinho e a motive, que na próxima sexta nossos jogadores entrassem em campo com fitas cor-de rosa amarradas nos braços, mostrando que no Brasil ainda existem muitos homens com “H” (o bom “H”).
Edvaldo Ranzani
 
ABR/18 - ANA! A VIDA RESUMIDA EM INSTANTES
Ontem eu tive um sonho. Um daqueles sonhos enigmáticos que vez ou outra nos surpreendem, se não pela intensidade dos sentimentos que provocam, ao menos, pela capacidade que têm de nos fazer pensar e pensar sobre o seu significado.
Eu me vi observando um artista que lentamente pintava um mosaico.
Usava, como pano de fundo, uma enorme tela branca, que de tão branca que era ofuscava-me, por vezes, a visão do seu todo, me limitando a ver apenas uma ou outra parte por vez.
Havia silêncio e como em um filme mudo, tudo resumidamente era infinito dentro das infinitas emoções que esse artista ousava expor.
O tempo ia passando, como sempre faz, e aos poucos, na tela, iam surgindo pontos de todas as cores e luminosidades. Alguma coisa estava surgindo, sem que se fosse possível definir forma ou aparência.
O artista era ágil muitas vezes. Em outras, vagaroso em demasia. Era sutil, às vezes brusco, era menino, às vezes, velho. Assim, obstinado em construir sua obra, dividido entre ânimos e desânimos, venturas e desventuras, uma grande imagem ele ia compondo. Essa tela era indefinida em forma, mas nela havia uma capacidade rara em impressionar meu coração, que se servindo do meu olhar, mais e mais mergulhava naquela emoção.
Como não compreendia a obra, me dediquei a decifrar o artista. Observei-o com a mais profunda atenção, não me permitindo ignorar o menor detalhe de seus jeitos e trejeitos. E ao me dedicar ao artista, percebi que, quando ele estava alegre, seus movimentos eram leves, ágeis e na tela pontos coloridos e luminosos iam surgindo às dezenas, milhares. Já quando sua forma de andar mais lembrava um arrastar, quando suas mãos desanimadamente trabalhavam, pontos sem cor e sem luz, quase sombrios, iam surgindo.
Felizmente eram raros esses momentos. Contudo, era mais fácil para mim, perceber a dor do artista nos poucos pontos negros, do que a sua alegria em milhares de pontos luminosos já fixados na tela.
Mas ao contrário de mim, o artista deixava claro sua dedicação ao extremo em celebrar os momentos alegres. Já os tristes eram rapidamente esquecidos e essa talvez fosse a fórmula, para que a tela cada vez mais se tornasse “viva”!
Quanto mais observava a tela, mais apaixonado por ela eu ficava e quanto mais pontos o artista fixava nela, mais completo eu me sentia.
Sem me conter, me aproximei e meio receoso toquei aquele homem, que até então se mantinha de costas para mim.  Vi-me então face a face com um rosto conhecido, que de menino a homem foi se revelando para mim em todas as fases da vida, que era, na verdade, a minha própria imagem. Eu estava assim, como nunca estivera antes, frente a frente comigo mesmo.
Minha amiga Ana, a cada momento vivido os homens vão pintando o seu próprio mosaico. No final, o quanto esse mosaico será rico em pontos coloridos, luminosos, intensos em alegria ou não, depende de como nos dedicamos aos simples e bons momentos da vida. Depende da escolha que fazemos a cada instante, em estar alegres ou se entregar ao tão destruidor desanimo.
No fim, celebrar os bons momentos, agora, pode ser a forma mais linda e eficiente de se terminar o mosaico de cada um, de forma a torná-lo ainda mais colorido, vibrante e luminoso.
A vida, Ana, é mais repleta de pontos luminosos do que sombrios. E como o artista fazia, celebrar a vida em seus bons momentos é fixar na eternidade o melhor de cada um de nós, como estão fixadas as estrelas no infinito do céu.
E por falar em estrelas, no mosaico de cada um, os pontos mais brilhantes são os menores, mas são também aqueles divididos e, consequentemente, compartilhados com as pessoas que mais amamos nesta vida.

Edvaldo Ranzani
 
ABR/18 - SEU OBJETIVO DE FELICIDADE PODE ESTAR TE TORNANDO INFELIZ
Um pote de ouro no fim do arco íris! Assim a maioria de nós idealizamos a felicidade. Imaginamos que ela exista e que está em algum lugar, e que precisamos lutar muito para chegar lá, o mais rápido possível.
Somos levados a acreditar que é um dever buscar a felicidade, e que sem ela, a vida não tem a menor importância ou sentido, o que é sem dúvida, um grande erro.
A vida por si só, já é uma grande dádiva.
Todos os dias recebemos milhares de mensagens e propagandas que insistem em vincular a nossa felicidade a um objeto, a um lugar, a uma posição social, a status etc. Então calma. Você pode estar sendo uma vítima! Sim, uma vítima de um conceito de felicidade que é imposto, e que na maioria das vezes tem um único objetivo: levar você a consumir cada vez mais, alimentando um ciclo vicioso que mantem vivo um sistema capitalista, cuja fome de vender nunca tem fim.
Há também os ideais e sonhos que estabelecemos e que estão diretamente ligados ao livre arbítrio de outras pessoas, como o sonho de ver um filho se formar em medicina ou, a volta da pessoa amada, por exemplo. Ao pararmos para pensar e refletir mais profundamente sobre nossos ideais pessoais de felicidade, vamos descobrir que a maioria das coisas desejadas é relativa e não depende de nós. Portanto, precisa ser repensada.
Antes, porém é preciso aceitar um fato: a verdadeira felicidade não é um lugar onde chegar, e sim um caminho a percorrer. Que precisamos ter sonhos para estarmos motivados a seguir em frente, isso é verdade, mas é fundamental que nossas escolhas sejam norteadas pela sabedoria e que todo dia de caminhada seja intensamente celebrado. Precisamos de sonhos impossíveis também para reconhecer a soberania de Deus em nossas vidas, contudo, é sábio escolher objetivos tangíveis à nossa realidade e que dependam apenas de nós.
Não existe uma fórmula mágica para você ser feliz; na verdade, ninguém é 100% feliz e alegre 24 horas por dia. Somos seres humanos, imperfeitos por natureza e em constante estado de aprimoramento, portanto, seja mais tolerante para com você mesmo e se dedique mais a celebrar a simplicidade das coisas. O melhor da vida é a própria vida e cada dia pode ser incrível. O importante é buscar sonhos com o pé no chão, respirando e expirando gratidão a Deus e a todos.
Uma dica: estabeleça sonhos a curto, médio e longo prazo. Transforme esses sonhos em objetivos e comemore cada conquista em grande estilo. O importante é planejar, ser determinado e ter foco nos objetivos estabelecidos. Não fique esperando ser feliz amanhã, seja hoje!
Agora, um segredo: pelo caminho percorrido, com a leveza da alma liberta de conceitos sociais e na manifestação da sabedoria nas escolhas dos sonhos, você irá descobrir uma coisa: felicidade mesmo é servir e amar ao seu próximo.
Edvaldo Ranzani
 
FEV/18 - A CONQUISTA DO DIREITO FEMININO DE VOTAR
Se você é mulher saiba: o dia 24 de fevereiro é muito especial para você!
Nesse dia é comemorado o “Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil”.
Depois de décadas de muita luta, durante os quais centenas de mulheres sofreram no corpo e na alma as consequências do abuso e do preconceito, no dia 24 de fevereiro de 1932, o então presidente da república Getúlio Vargas, decretava esse direito como garantido para todas as brasileiras.
Infelizmente, a maioria das mulheres desconhecem esse dia e a sua importância. Talvez porque ainda impere, camuflado, muito preconceito, machismo e ignorância em nosso país quanto aos direitos da mulher.
Verdade essa, notoriamente confirmada pela necessidade da criação, recentemente, de uma lei específica de proteção às mesmas – a conhecida “Lei Maria da Penha”.
Ser ouvida e respeitada ainda exige muita luta e determinação, e só quem vive, diretamente, as relações intersociais sabe como é duro e penoso ser mulher neste país; como podem dizer milhares de professoras, advogadas, engenheiras, empresárias, domésticas etc. espalhadas Brasil a fora.
No entanto, se você é mulher e está lendo este texto, é preciso entender também a sua responsabilidade como formadora de opinião dentro da família, círculo de amigos e no ambiente profissional. Você pode ajudar a conscientizar outras mulheres sobre seus direitos. Um olhar mais atento, com certeza, trará para você uma triste realidade ao seu redor: muitas mulheres ainda anulam e deixam de votar nas eleições.
Muitas não sabem o quanto custou, à outras mulheres no passado, esse direito; algumas, inclusive, entregando a própria vida pela causa.
De qualquer forma, estamos avançando. Poderia ser mais rápido, mais intenso, mas estamos avançando. Muitas mulheres já estão engajadas na política, inclusive sendo candidatas e sendo eleitas, além de votar.
Alguns exemplos podem até decepcionar, mas há uma enorme quantidade de grandes mulheres politicamente atuantes e pensadoras do destino do nosso país.
Um Brasil mais mulher, com certeza, seria um Brasil mais humano e solidário.
Edvaldo Ranzani
 
JAN/18 - UM NOVO ANO
Eu tenho um desejo para você. Na verdade, não apenas um, mas vários.
Eu desejo que você nunca desista dos seus sonhos e tenha bom ânimo para seguir sempre em frente. Com Fé e acreditando em si mesmo e na incrível força que o Criador te deu. Que você não permita que ninguém ou qualquer circunstância possa te desanimar ou fazer você desistir, afinal, está em suas mãos um mundo de possibilidades e isso é real.
Que você possa ser o próprio pensador da sua vida, escrevendo uma história de lutas, mas também de vitórias, porque a vida é assim e esse é seu destino.
Que você possa experimentar, intensamente, tudo o que Deus preparou. Que você tenha sabedoria para escolher sonhos e que eles possam estar em sintonia com os sonhos de Deus para sua vida. Afinal, Deus sempre tem o melhor para nós.
Que você celebre a vida na família e nas pessoas queridas, procurando estar mais tempo com elas, já que a despedida e a saudade também fazem parte da vida e o pouco que somos, somos porque a vida é a arte dos encontros, desencontros, reencontros e também de despedidas.
Eu desejo que você possa passar mais tempo com uma criança e que, brincando com ela, se permita sorrir, como quando era uma. Que você possa estar mais tempo com alguém mais experiente e, assim, celebrar o fato de que você ainda não está pronto e pode aprender muito mais, ainda que seja como ser mais paciente com você mesmo.
Que tenha sempre tempo para os verdadeiros amigos, porque nosso maior legado não será as propriedades que deixaremos, mas sim, a celebração da nossa existência no coração daqueles que ficarão quando seguirmos para uma nova jornada.
Eu desejo que você tenha mais empenho em fazer alguém feliz do que em ser feliz, porque assim você irá descobrir que a maior vocação humana, a que te faz verdadeiramente feliz, é a de servir ao próximo.
Eu desejo que você procure estar mais com o seu Deus, porque em Deus está a verdadeira razão da própria vida. Que você construa um caminho de comunhão com Ele e com o seu sobrenatural, porque só assim nunca te faltarão forças para continuar. Que, assim como eu, você se apaixone todos os dias por Jesus Cristo e pela simplicidade do seu evangelho, que é transbordante de amor verdadeiro.
Eu desejo que você promova uma revolução interior neste novo ano. E que ainda que ela seja silenciosa, que tenha força o suficiente e que mude para melhor o mundo em torno da sua vida e de seus familiares.
Desejo que possamos viver em um mundo melhor e que possamos, de alguma forma contribuir para isso. Desejo que nossas crianças possam ser mais amadas do que espancadas. Que nossos idosos possam ser mais respeitados do que humilhados. Que nossas diferenças possam ser mais celebradas do que discriminadas e que nossos direitos possam ser mais verdade do que sonhos.
Eu desejo sempre estar ao seu lado.
P.S. Mensagem dedicada à minha avó Maria, que mesmo com idade avançada, continua acreditando em dias melhores...

Edvaldo Ranzani
 
OUT/17 - DIA DOS PROFESSORES
Um povo só é de fato uma nação se houver, em sua cultura, enraizado profundamente o reconhecimento aos seus professores.
Elo do que fomos, somos e seremos, são eles os verdadeiros semeadores do futuro.
Que no dia de hoje, como pensadores que aprendemos a ser, justamente, com eles, possamos refletir sobre a importância da educação para nossa cidade, estado e para o país. E que refletindo, possamos trabalhar para que toda a sociedade seja mais justa em relação a esses profissionais, reconhecendo sua importância e não transferindo a eles o papel que é da família, o da educação do caráter de nossas crianças. Que, ao menos, eles sejam mais respeitados por todos.
Que nossos governantes deixem de lado os discursos repetitivos e de fato implantem políticas de valorização dos professores. Que seus salários sejam dignos, seu ambiente de trabalho, no mínimo, seguro e, que o seu futuro não se traduza em insegurança, como é hoje.
Que todo homem ou mulher deste país entenda que a educação é um valor em si, muito mais importante que um meio para se sobreviver e que a transferência desse valor para nossa alma é, antes de tudo, um ato de entrega persistente, abnegado e amoroso de um ser humano que é chamado de Professor.

Edvaldo Ranzani
 
AGO/17 - DIA DOS PAIS - O PAI QUE EU PRECISO SER
Educar é sem dúvida o maior desafio da humanidade. Mas quando pensamos em educar, pensamos em escolas, faculdades etc. Pensamos em conhecimento... Porém, educar vai muito além. Um homem pode até ser culto e doutor em alguma ciência, contudo, sem que seja educado, na mais profunda concepção da palavra, ele não estará preparado para enfrentar e vencer os desafios que o mundo e a vida impõem todos os dias.
A tarefa de educar, sublime missão, foi estabelecida no seio familiar, segundo um propósito superior: a vontade de Deus.
Vivemos em um mundo de coisas naturais, mas que é dominado por coisas sobrenaturais.
Se não por isso, como explicar as infinitas manifestações da misericórdia de Deus em nossas vidas?
Na família, a tarefa de educar é dividida entre pai e mãe, os quais se entregam, sem reservas, para cuidar, educar e prover seus filhos, motivados pela incrível força do amor. 
É comum que uma direção seja estabelecida e que prioridades sejam definidas pelos pais na gestão da família e é ai que, muitas vezes, temos somos vítimas de um sistema e de um modo de vida que busca mais o “ter” do que o “ser”.
Se “ser” pai é prover a família em suas necessidades, é preciso lembrar que um homem, além de alimentos e roupas, precisa ser “capacitado” a lidar com as coisas sobrenaturais da vida. Portanto, para ser um bom pai precisamos prover nossos filhos, também, do sobrenatural de Deus, uma tarefa nada fácil quando nos deparamos com a realidade das nossas obrigações e com as inúmeras crises financeiras, que frequentemente aparecem.
Para lidar com este desafio, de não deixar de lado as coisas sobrenaturais de Deus, nós, como pais, também podemos contar com uma ajuda: Nosso pai celestial!
Que neste Dia dos Pais possamos refletir sobre as verdadeiras necessidades de nossos filhos. E, refletindo, possamos reconhecer que precisamos de sabedoria para desempenhar nosso papel com excelência.
A sabedoria de um pai é medida pelos princípios ensinados aos filhos, os que os fazem livres e dependentes de Deus. É preciso ensinar nossos filhos a caminhar nesta vida de mãos dadas com Deus. Ensiná-los a ter Fé!
Dedicado a todos os pais desta nação e, neste Dia dos Pais em especial, ao meu pai,
Odair Miranda Carlos, homem de Deus, que me aponta sempre uma direção: Jesus Cristo.

Edvaldo Ranzani
 
JUN/17 - CARRO OU CASA? O QUE É MAIS FÁCIL COMPRAR?
Estima-se que o déficit habitacional no Brasil, hoje, esteja na ordem de 6,2 milhões de moradias. Um problema que persiste e só aumenta a cada ano.
Ainda que o governo venha, ao longo das últimas décadas, implementando vários programas habitacionais no país, eles não têm conseguido resolver a crescente demanda por moradia.
Uma análise do problema aponta os motivos que contribuem para que a questão seja tão emblemática. Começando pela falta do controle de natalidade nas famílias, passando pela especulação imobiliária, crise econômica, falta de mão de obra especializada e de técnicas de construção mais modernas e acessíveis etc. Muitos são os motivos que merecem atenção.
Vamos pensar, ainda que superficialmente, em um deles: o acesso ao crédito.
O Brasil é um país muito mais interessado em vender carros do que casas. As diferenças entre as linhas de créditos oferecidas para um segmento e para outro são gritantes. Ainda que, em função da crise, o crédito para a compra de veículos tenha sido restringido, é ainda mais fácil conseguir um financiamento para comprar um carro de 100 mil reais do que um terreno de 250m2, na ordem de 50 mil. É verdade que a indústria automobilística emprega milhares de pessoas e que tal política de crédito não tem nada de errado. Contudo, a construção civil não emprega muito mais?
Essa facilidade de crédito, na prática, não tem beneficiado muito mais o capital estrangeiro presente nas montadoras e banqueiros? Até mesmo os dispositivos jurídicos de proteção desse capital são mais eficientes do que para qualquer outro segmento. Infelizmente.
Ou o Brasil desenvolve políticas de créditos para a construção civil, que sejam iguais as do setor automobilístico, ou nunca seremos capazes de resolver esse problema.
Da forma que está hoje a situação, é mais fácil para o brasileiro adquirir um MotorHome, do que realizar o sonho da casa própria.
Edvaldo Ranzani
 
MAI/17 - DIA DAS MÃES
Sim! Ela existe! A fonte da juventude existe! Onde ela está? Ela está nos olhos da minha e da sua mãe. Um mistério inexplicável, divino...
Não importa a nossa idade, nem que o tempo já tenha desenhado em nossa face os caminhos da experiência, mostrados nas rugas, ou que ele já tenha tingido a nossa imagem de serenidade, com os cabelos brancos. Para ela, a minha, a sua mãe, nada importa, somos e seremos sempre crianças.
Talvez você já tenha se perguntado; “como diante de tantas lutas e adversidades, ainda consigo manter-me em pé?”. Uma das explicações é que, mesmo sem percebermos, está tal “fonte da juventude” nos alcança sempre, nos apoiando e motivando a seguir.
O amor de mãe nos dá uma amostra do poder de Deus e da Sua eternidade. É por meio do incondicional amor materno que ainda conseguimos manter vivo em nós, a sensibilidade pela vida e pelos homens. É por meio do absoluto desse amor, que fomos capacitados a sonhar e a acreditar.
E assim, sem percebermos (porque isso é humano), bebemos todos os dias nesta inesgotável “fonte da juventude”. Seja na acolhida de um abraço, na força de uma palavra ou simplesmente no poder de uma lembrança: uma mãe é eterna.
Um longo, apertado e silencioso abraço é o que te dou agora, porque o “longo” demonstra que eu a quero sempre perto; porque o “apertado” traduz que eu ainda preciso de ti, e porque o “silencioso” é a única forma de dizer tudo o que sinto por você.
Feliz Dia das Mães!
Dedicado especialmente à minha mãe, Romilda, e a todas as mães deste Brasil.

Edvaldo Ranzani
 
MAI/15 - REFORMA POLÍTICA: ATÉ QUANDO VAMOS ESPERAR?
Nada é mais urgente no Brasil, e também entre a população brasileira, do que uma ampla reforma política para a manutenção do regime democrático.
Ainda que a grande maioria dos políticos não a deseje, e até trabalhe incessantemente – nos bastidores – para que nada mude de verdade, sem essa todas as importantes conquistas de liberdade e direitos civis estão seriamente ameaçadas.
A reforma política é um assunto muito amplo, que aborda temas como o fim da exigência de filiação partidária para ser candidato, do quociente eleitoral e das reeleições; a implantação do voto distrital e a reavaliação do patrocínio público e privado nas campanhas eleitorais.
Entretanto, há um assunto pouco discutido e que é determinante, no nosso ponto de vista, na qualidade da administração pública nos municípios com menos de 200.000 eleitores (o que corresponde à maioria das cidades brasileiras): a ausência do 2º turno nas eleições municipais.
Na prática, o que tem acontecido é a eleição de prefeitos(as) que possuem pouca representação popular e política e, sendo eleitos(as) com menos de 50% dos votos válidos, estão cercados(as), na maioria das vezes, por pessoas incapacitadas – técnica e politicamente – de administrar bem uma cidade.
A ausência do 2º turno não estimula a composição de alianças partidárias e, consequentemente, anula a necessidade dos candidatos em assumir compromissos públicos com todos os segmentos da sociedade.
Em geral, os pequenos municípios têm sido governados de forma arbitrária e irresponsável, e têm apresentado poucos resultados positivos, gerando um grande descontentamento na população, inclusive entre os próprios eleitores desses governantes.
Por fim, qual a diferença entre o seu voto e a de um eleitor que reside, por exemplo, na cidade de Ribeirão Preto, que assegura – por meio do 2º turno – o direito de ser representado e governado por alguém eleito, de fato, pela maioria dos cidadãos?
Edvaldo Ranzani
 
MAI/14 - A MULHER E O DOM DE AMAR
Reconhecer, respeitar e aprender com elas para construirmos um mundo mais justo e humano
Imaginar um mundo sem a mulher é experimentar, ainda que por um breve instante, um mundo desorganizado, sem cor, sem paixão, um caos completo. Se podemos sobreviver sem elas ou não, isso é uma mera questão de ponto de vista. Contudo, viver sem elas, definitivamente, é viver uma vida medíocre, sem graça, sem cumplicidade e amor. Portanto, vazia.
E por falar em amor, não duvidamos um só segundo que a mais autêntica e pura expressão de amor é sintetizada na palavra “mãe”. E assim fica fácil compreender o porquê do privilégio da gestação e da amamentação serem uma função, exclusivamente, feminina. Resta apenas saber se o privilégio de amar veio em função da maternidade ou se a maternidade veio em função da capacidade de amar. Mas uma coisa é certa: está manifestado no gênero feminino e no seu universo um misterioso dom divino.
E quando falamos em “mistério”, falamos da palavra que mais se aproxima da melhor definição do que é ser mulher. Um mistério impossível de ser desvendado, e que já levou tantos homens à loucura e outros, pior, ao erro grotesco e pretencioso de querer definir o indefinível. Melhor aprender, desde cedo, a “ouvir” a mulher em suas infinitas formas de comunicação e “senti-la” em suas infinitas formas de amar. Melhor aprender a se entregar a ela.
Agora, sendo mais pontual no que se refere ao quanto estamos correspondendo à mulher e a sua importância para o Brasil, somos confrontados com uma realidade que, no mínimo, nos envergonha.
A falta do reconhecimento e da valorização é tão grande que, se enumeradas, não haveria espaço físico, nem mesmo em dez informativos como este. Do assédio sofrido, diariamente, por centenas de mulheres que dependem do transporte público, passando pela impunidade diante das ameaças e terminando pela precariedade do atendimento à saúde, o atual “respeito” à mulher é, no mínimo, uma mentira deslavada que insistentemente tenta convencer uma sociedade inteira a acreditar que nossos governantes têm feito muito. Progredimos, é verdade, mas nem tanto assim.
O assédio praticado por indivíduos miseráveis (na alma), a ameaça praticada por “apaixonados” (por si só) e a precariedade da saúde pública, nos leva a acreditar que a culpa é toda do governo. Com certeza, se houvesse mais investimento em mamógrafos do que em estádios de futebol, a mulher estaria de fato sendo mais respeitada e amada neste país. Contudo, a culpa não é só do governo, mas de toda a sociedade.
Ainda remuneramos mal as mulheres, ainda somos uma sociedade machista e deselegante (visivelmente, já é uma raridade alguém se levantar e dar seu lugar a uma mulher num evento qualquer ou em um ônibus lotado).
Ao impormos, através da mídia e de forma absurdamente insistente, padrões de beleza inatingíveis, escravizamos as mulheres a viver um mundo de consumo desenfreado e de constante busca pela juventude eterna; esse o maior dos erros. Ela é linda aos 5, 25, 95... ela é linda sempre. Só precisa que a façamos acreditar nessa verdade.
Aparentemente, diante de tamanho atraso, estamos no meio do insolúvel no que se refere ao reconhecimento e valorização da mulher. Mas há uma solução, simples por sinal. Bastaria que fôssemos corajosos o suficiente para nos entregarmos ao universo feminino e humildemente aprendêssemos a amar com elas. Um mundo melhor é um mundo mais justo, um mundo mais justo é um mundo cheio de amor.
Concluindo, só é possível construirmos um mundo melhor para todos, se a mulher for cuidadosamente observada, verdadeiramente respeitada e intensamente amada.
Edvaldo Ranzani
 
JAN/14 - O 2014 DA COPA: DA ILUSÃO E DA RESSACA
Enfim 2014 chegou. E com ele a tão esperada Copa do Mundo de Futebolno Brasil, da toda poderosa FIFA.
Com o respeito que o esporte merece e ainda que não parecendo, reconhecendo a sua importância para nossa sociedade, essa copa, sem dúvida, não vai acabar tão cedo e a busca por culpados, com certeza, irá durar ainda um bom tempo.
Pessimismo? Não. O que estamos prestes a ver é o resultado inevitável da política de prioridades dos nossos governantes que, mais parecem brincar de governar do que, efetivamente, cuidar dos interesses prioritários da nação.
O resumo, até o presente momento, é: investimentos bilionários, que irão exigir anos de sacrifício do contribuinte; obras mal administradas desde o projeto, que já contabilizam prejuízos enormes aos cofres públicos e ainda estão manchadas com o sangue de seres humanos, trabalhadores que perderam suas vidas em uma clara demonstração da nossa incompetência em garantir direitos fundamentais do trabalhador (como sua própria vida), frente aos interesses corporativos que só buscam o lucro. Lucro esse, que é gozado apenas por uma minoria elitizada do nosso País e por investidores estrangeiros nada apaixonados por futebol.
Você pode esperar pela ressaca e isso sem dúvida. Após a Copa nosso País irá enfrentar um momento muito difícil, afinal, uma conta será apresentada e ela deverá ser honrada por todos nós, apaixonados ou não pelo futebol verde-amarelo.
A reflexão sobre o assunto, exercício próprio de pensadores, é que poderíamos e deveríamos concentrar todo este esforço e investimento em coisas bem mais úteis e prioritárias à qualidade de vida do brasileiro.
Não adianta vir me dizer que o País avançou, que nunca foi feita tanta justiça social como agora e que, sim, estamos prontos para investir na Copa, que isso não me convence. O que me convence, no meu ponto de vista, é a realidade. A realidade que vivemos todos os dias em nosso País, e olha que ainda somos privilegiados, nós que moramos na região sul e sudeste.
Uma realidade tão grotesca que, se detalhada, mais pareceria uma selvageria. Mas vamos destacar alguns itens apenas:
Se podemos construir grandes estádios, por que não podemos aparelhar melhor nossas polícias? Se comparadas com agências bancárias nossas delegacias mais parecem sair de filmes da década de 50. Algumas nem máquinas de escrever em boas condições possuem. Sim, máquinas de escrever, pois informatizá-las é hoje um filme de ficção. Armas obsoletas, coletes a prova de bala vencidos e baixos salários, juntos, demonstram o resultado óbvio do descaso dos nossos governantes pela segurança pública.
E, com isso, somos cada vez mais reféns dos bandidos e do crime organizado.
Diariamente a realidade de milhares de brasileiros é uma viagem desconfortável e insegura em busca de tratamento médico em algum lugar distante de sua residência. E ainda há quem diga que não faltam hospitais e nem centros especializados de tratamento. O brasileiro vive a miséria no atendimento à saúde e não há outra solução aos miseráveis que não seja a mendicância. Nesse caso, o pires estendido, muitas vezes espera não por uma moeda, mas sim por um analgésico.
Nossas escolas cada vez mais retratam o resultado imediato e futuro das atuais políticas públicas: instalações antiquadas e sem segurança nem conforto, mal abrigam nossas crianças, quanto mais as preparam para o futuro. Sistemas de ensino equivocados estão produzindo uma geração de semianalfabetos, que não encontram no mundo real as mesmas facilidades para progredirem sem mérito. E o mais absurdo é querer oficializar o erro, como quando, por exemplo, nossos governantes propõem que seja admitido escrever e falar errado nossa Língua Portuguesa. Uma clara demonstração de que uma geração inteira estará nas mãos de profissionais mal capacitados e isso em todas as áreas.
Nossos professores (os bons) carecem de reconhecimento financeiro, motivação e até, pasmem, segurança física para trabalhar com dignidade.
Enfim, essa é a realidade. Este é o meu País, é o seu País e poderíamos estar fazendo muito mais por nossas crianças e por nós mesmos, com tanto dinheiro e esforço gastos na Copa do Mundo.
Não gosto de futebol? Claro que gosto e a seleção canarinho não tem nada a ver com isso. Vou torcer, sofrer e quero gritar gol como qualquer brasileiro. Só não quero que o governo pense que eu sou otário e que não estou vendo a verdade.
Edvaldo Ranzani
 
JAN/14 - FELIZ ANO NOVO
Para começar, desejamos que você tenha bom ânimo em prosseguir essa leitura e, assim, descobrir o que sonhamos para você neste novo ano.
Desejamos que mesmo diante das adversidades você nunca desista de seus sonhos e que a cada novo dia possa se reinventar e continuar. Que seus dias, bons e ruins, possam ser inteiramente dedicados à fé no futuro.
Desejamos que você tenha, ao menos, um amigo com quem possa rir e chorar junto.
Desejamos que a palavra “gratidão” possa amanhecer com você todos os dias e, assim, mais do que olhar os problemas, você possa celebrar as vitórias e recordar daqueles que estiveram junto com você nas batalhas.
Que a gratidão seja seu instrumento motivador de todas as manhãs, a ponto de promover em você uma vontade incontrolável de ajudar as pessoas. Que ao menos a frase “Bom Dia!” possa representar um desejo profundo e verdadeiro da sua alma em relação ao bem do outro.
Desejamos que você não sinta tanta saudade de alguém que partiu, porque assim você terá a certeza da brevidade da vida. Compreendendo essa realidade, você não sofrerá pelo que não pode ser e irá se dedicar a celebrar a saudade como coisa boa que deve ser, e que é.
Por fim, desejamos que você reconheça sua total dependência em relação a Deus e que assim procedendo, descubra que a maior riqueza de um homem não são seus bens e cargos, mas sim o incomparável amor que o Criador tem por todos nós.
Edvaldo Ranzani